Confederação Empresarial de Portugal (CIP),Recuperação da economia é mérito das empresas


Para o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, a recuperação da economia deve-se ao “mérito” das empresas, lamentando que continuem a ser “insuficientemente” apoiadas pelo governo e penalizadas por uma crescente carga fiscal. E lembrou que, “se a taxa de desemprego está hoje abaixo dos 8%, é porque as empresas geraram mais emprego”, revelou no congresso anual da CIP.


“Em 2017, atingimos o maior nível de crescimento económico em 17 anos por mérito das empresas. São elas que produzem, são elas que inovam, são elas que exportam”, disse, acrescentando que “são também, essencialmente, as empresas que investem: mais de dois terços do investimento em Portugal é realizado pelas empresas”. 


Também o défice historicamente baixo atingido em 2017 ficou, segundo o responsável, a dever-se, em grande parte, à aceleração económica registada no último ano e ao aumento do emprego. “Ambos são mérito dos empresários. Não só das escassas centenas de grandes empresas que operam no nosso país, mas principalmente das centenas de milhares de micro, pequenas e médias empresas, cujos responsáveis vivem dos frutos do seu trabalho e da sua capacidade de arriscar e lutam, todos os dias, pela manutenção dos postos de trabalho que criam, prestando, tantas vezes, um apoio social insubstituível nas comunidades onde se inserem”, afirmou António Saraiva. 


No entanto, o presidente da CIP, lamentou que o esforço das empresas continue a ser insuficientemente apoiado, quando não contrariado pela ação do governo. Desde logo através do aumento da carga fiscal em Portugal, que atingiu em 2017 o nível mais elevado em pelo menos 22 anos. Só nos impostos indiretos, o aumento foi superior a 6%. “E a imaginação do governo para criar novas forma de tributação permanece viva, fértil e voraz”, concluiu.


“Na sua atividade legislativa, o governo, em vez de apoiar a atividade das empresas, penaliza frequentemente aquele que é o motor do crescimento da economia nacional. Ao mesmo tempo que se promove o SIMPLEX+, continuam a surgir novos procedimentos e novas exigências que vão alimentando a carga administrativa que pesa sobre as empresas”, cujo exemplo mais recente é a legislação nacional relativa à proteção de dados, salientou.


Para combater a esta situação, a CIP defende a inversão do aumento da carga fiscal sobre as empresas, com estabilidade, simplicidade e previsibilidade na tributação, políticas de estímulo à capitalização das empresas, ao redireccionamento do crédito bancário para o setor produtivo, à diversificação de fontes alternativas de financiamento, investimento público, nomeadamente em infraestruturas com vista à competitividade da nossa produção e instrumentos de política pública que apoiem e promovam o esforço de qualificação dos recursos humanos das empresas.


Fonte: Jornal i

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